Serjão comenta do céu

A Verdade dói. E aqui machuca mais.

Sábado, Dezembro 30, 2006

Bundona da Semana...

GAROTINHA
Esta, digamos, “coisa” ainda vai merecer um texto meu fazendo um balanço dos oito anos em que ela e seu marido ridículo arruinaram o estado do Rio de Janeiro. Por enquanto ela apenas leva a minha comenda semanal pelo conjunto da “obra” em termos de segurança pública. Foram vários os ataques que a população sofreu durante seu maldito mandato e o de quarta-feira foi apenas mais um. Também pesam contra ela denúncias de prevaricação do seu ex-chefe de polícia civil, Álvaro Lins, que teria ligações com a Máfia dos Caça Níqueis. Só mesmo no Rio de janeiro de dona Rosa para se ouvir falar que o chefe de polícia é corrupto e acochambrado pela governadora. E sem falar na cereja do bolo que foi a declaração desta senhora enfatizando que "os bandidos não conseguiram seus objetivos". Não?!?!? (Imaginem se tivessem conseguido). Estamos todos sujeitos às ocorrências desta semana. Desde há muito tempo que o carioca mais sensato se auto proclamou um toque de recolher. Difícil e perigoso sair à noite. Quando acontece, é sempre em grupos para tentar minimizar o medo da violência. É uma clara inversão de posturas quando quem se esconde e se protege são as pessoas de bem. Portanto, sem muito debate, o comitê organizador proclamou Rosinha Garotinha a Bundona da semana. Esta semana, portanto, foi fácil.
OBS: Vocês não vão acreditar, mas hoje, sábado, a eleição para o Bundão 2006 está absolutamente empatada. Quem não votou, vote. E quem votou, vote de novo. A programação da Enquete (que não fui eu que fiz. Ela já é assim) permite e duplicidade de votos depois de certo tempo. Portanto tratem de desempatar. Está emocionante a disputa.

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Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

Soltem Dona Miriam

Dona Miriam Bezerra queria viajar no Natal e procurou a TAM para um acordo. A Companhia Aérea a transportaria e em troca Dona Míriam daria seu dinheiro. Negócio fechado com as bênçãos do mais puro capitalismo. Dona Míriam fez sua parte pagando a passagem como combinado. Porém, quando da TAM cumprir sua parte do acordo, Dona Míriam recebeu apenas um “Senta aí. Quando der, e se der, você vai”. No caso uma bobagem de um “senta aí” de doze horas. Tentou obter informações mas não conseguiu. Transtornada, ela sentou o cacete no atendente da TAM, no computador da TAM, na impressora da TAM e em quem mais apareceu pelo caminho. Alguém deu queixa (a TAM?!?) e a polícia apareceu. Num cenário onde uma mãe não consegue comparecer ao casamento do filho, uma criança viaja desacompanhada, uma filha não consegue enterrar o pai, os canas, ao invés de grampear o burocrata da Companhia Aérea, no mínimo co-responsável pelo o absurdo reinante no aeroporto, detiveram dona Míriam. Condenável a atitude da passageira agressora? Pode até ser. Talvez o pobre mancebo agredido pouco ou nada pudesse fazer para resolver os problemas de Dona Míriam por não ter poder de decisão. Mas eu não consigo deixar de apreciar quando algum burocrata entra no pau. Invariavelmente é um claro sinal que o desrespeito chegou a um determinado ponto em que o desrespeitado perde complemente a sensatez. Uma situação limite, um ponto de não retorno. É raro acontecer isso no Brasil já que somos um povo mais do que cordato e, infelizmente, cordeiro. Mas será muito bom se um dia isso se tornar mais usual. Reflitamos, amigos. Creio que a possibilidade de um bom “sapeca iá iá” teria uma função claramente edificante no comportamento do pulha do burocrata. Alguém acha que se o risco de uma cobrança mais ríspida realmente existisse os políticos fariam as cagadas que fazem? Duvido. Eles não se amedrontaram com a justiça que é lenta, leniente e pouco punitiva. A imprensa os esquece quando aparece um novo escândalo. Talvez somente o temor de tomar um sacode por parte da população os fizesse tomar jeito. Claro que a surra teria que sofrer uma regulamentação para evitar o que aconteceu na Bahia quando uma desequilibrada deu uma facada em ACM Boy. Está aí mais uma sugestão do Serjão para reforma do Código penal. E que os políticos não reclamem. Na Arábia seria bem pior. Lá, dependendo do crime, segundo o Corão poderiam até perder as mãos. Ou a cabeça.
PS: Falando em Arábia, lembrei do Egito. Falando em Egito lembrei de múmias. Falando em múmias lembrei do Waldir Pires. Com o colapso da TAM na semana passada, ele ficou na moita e não deu um pio.

Domingo, Dezembro 24, 2006

Feliz Natal, Lucas

Aquele movimento tão cedo não era normal, mesmo para uma véspera de Natal. Acordei assustado e imediatamente fui ver o que estava acontecendo. Ao abrir a porta do meu quarto, tomei um susto ao ver meu pai saindo algemado e acompanhado por dois homens vestidos de preto. Quando me encarou, uma crise de choro tomou conta dele que, mesmo assim, foi levado preso. Mesmo com dez anos, eu sabia que algo grave estava acontecendo. Como papai, também comecei a chorar e corri para abraçar a mamãe. Ainda deu tempo para ler o que estava escrito nas camisas dos homens de preto: “POLÍCIA FEDERAL”.
Aquele tinha sido apenas um dos episódios surpreendentes dentre vários outros que aconteceram nos últimos quatro anos. Desde de que aquele homem barbudo que sempre aparecia na televisão se tornara presidente, a nossa vida começou a mudar. Meu pai sempre dizia:
-Lucas, meu filho, quando este homem for presidente o seu pai vai se dar bem.
Se ficou bem eu não sei. Mas que ficou muito diferente, ficou. Antes morávamos numa casa pequena numa vila em Itaquera e agora era uma casa bonita num lugar chamado de Alphaville. O carro do papai era um Gol bem velhinho e agora ele aparecia com um caro novo toda a hora. A escola mudou, as roupas mudaram, os brinquedos também eram outros e até empregada a mamãe tinha. Mas o que mais se modificara era o comportamento do meu pai. Antes ele antes reclamava da vida. Dizia que a grana estava curta e que as coisas estavam difíceis por conta de um tal de “neuliberal” e de um tal de Fernando. Mas sempre brincava comigo e com as outras crianças da vila. Aos sábados de manhã, ele gostava de jogar sinuca com os amigos no bar do Joca onde costumava fazer churrasco. Todo mundo dizia que o churrasco do papai era uma maravilha. À noite ele costumava dançar forró com a mamãe na sede do sindicato onde trabalhava. Mas desde que o homem de barba se tornou presidente, ele quase não ficava mais em casa. Viajava sempre. E nunca brincava comigo.
Ás vezes ele levava algumas pessoas para jantar lá em casa. Era um pessoal estranho que conversava baixinho até bem tarde. E os celulares tocavam sem parar. Minha mãe sempre me colocava na cama cedo, mas numa certa noite acordei e, escondido, consegui ver uma mala com muito dinheiro em cima da mesa onde eles conversavam. Papai também sumia às vezes por um tempo. Quando perguntava por ele, mamãe respondia que meu pai se tornara um homem muito importante e que estava trabalhando muito. Na última vez que o encontrei, ele estava de saída para o aeroporto. Perguntou o que eu queria de presente de Natal e pedi o PlayStation 3. Ele disse que conversaria com Papai Noel e se despediu sorrindo.
Mas eu nem pensei no presente quando ele foi levado preso. Sentia um apavoramento, um aperto no peito como papai tivesse morrido. O telefone tocava sem parar e do lado de fora havia vários repórteres querendo falar com a mamãe que só chorava. No meio da tarde. Quando o movimento era menor, ela ligou com um celular para alguém. Gritava muito e dizia:
-Eu vou abrir, héin?!?!. Eu vou contar. Se meu marido não voltar para casa rápido vocês vão ver do que eu sou capaz.
O estranho é que aquele celular era diferente. O da mamãe era vermelho todo bonitão e aquele era um preto feio que eu nunca havia visto.
Desde que mudamos para casa nova passávamos o Natal ali. De noite estava programada um ceia para todos os nossos parentes que sempre gostavam de aparecer. Mas desta vez não apareceu ninguém. Passamos sós, eu e a mamãe que continuava muito nervosa. Quando íamos dormir, já bem tarde da noite, apareceu uma daquelas pessoas estranhas que costumavam ir lá em casa. Mamãe conversou um bom tempo com ele e pareceu mais calma depois disso. Disse-me que o papai brevemente voltaria para casa.
Foi assim o Natal mais triste da minha vida. De manhã pude ver que o Papai Noel havia deixado o Vídeo game que eu pedira na nossa árvore de natal. Mas não fiquei contente. Não havia com quem jogar.

Sábado, Dezembro 23, 2006

Bundão da semana...

GILMAR MACHADO
Uma semana interessante a que passou. Noblat rasgou a fantasia admitindo uma certa simpatia pelos bandidos do MST e Rosinha foi acusada de prevaricar seu chefe de polícia acusado de ligações com a máfia dos caça níqueis. Mas o que definiu a parada foi a completa falta de vergonha dos deputados brasileiros. No meio do caos que assistimos na aviação, não teve um deputado que propôs transporte prioritário via FAB para seus pares? Incrível, não. O bundão desta semana teve a capacidade de se declarar apreensivo quanto à possibilidade dos parlamentares, estes seres iluminados, passarem o Natal em Brasília, esta terra tão boa, devido à crise nos aeroportos. Engraçado. Esses caras movem céus e terras para ir para a capital do país representar o povo mas não gostam de ficar por lá, daí o desespero do Nobre deputado. Para o comitê organizador parece claro que o deputado petista Gilmar Machado, com uma postura socialista admirável, pensou apenas nos seus amigos ignorando o sofrimento de milhares de compatriotas. Um verdadeiro companheiro. Mas para dizer que eu não sou cristão desejo ao parlamentar um ótimo Natal mas que ele o passe na fila do check in da TAM. Como vários brasileiros parecem que vão passar. Portanto, meu caro deputado, você que é um obscuro parlamentar, sai agora do seu quase anonimato ganhando a comenda semanal do blog. Um verdadeiro presente de Natal para um Zé Ninguém. Parabéns, Gilmar Machado.
PS: Última semana de votação. Quem não votou, vote. Quem já votou pode votar de novo.

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Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

A nova China vista de perto.

Recebi este texto por e-mail de uma pessoa que me merece total confiança. É uma abordagem da China feita por um morador do país através de um e-mail enviado a um conhecido. Infelizmente não tenho como checar a veracidade e se vocês já receberam algo semelhante é só me avisar. Mesmo assim, e apesar de longo, creio que vale a pena publicá-lo até para uma leitura superficial. Por que se for assim, dá até vontade de ser comunista.
Obs: Reproduzo o texto na Integra inclusive com os eventuais erros.
Norton e eu trabalhamos juntos em Brasília e nos distanciamos quando ele se candidatou a trabalhar na China, onde permaneceu por doze anos. Por lá casou-se, teve filhos e, recentemente, já aposentado, retornou a São Paulo, onde tem residência. Agora, está novamente em Beijing, onde pretende ficar por um ano, prazo máximo que aquele superpopuloso país concede a estrangeiros visitantes. E de lá me escreve, mostrando a espantosa diferença que se comprova existir entre um grande país que é administrado segundo os próprios interesses, como parece ser o caso da nação asiática, e outro grande país, o nosso, que - ao contrário - é administrado por interesses externos. Seu relato é impressionante, pedi-lhe autorização para repassá-lo:
Estimado Txxxxx
Certamente que autorizo, meu caro. E meus telefones em Beijing são: casa: (8610) xxxx-xxxxx e celular: (86) 137 xxxx-xxxx. Obs.: o '86' é o código do país (China) e o '10' é o código para a cidade de Beijing. No caso do celular é desnecessário digitar o '10' pois o celular 'neste país' (que é desenvolvido) é programado para ser usado, indistintamente, em todo o território nacional. Quer dizer, não tem aquela coisa provinciana e abusiva do Brasil de 'roaming'; um celular de um estado não pode funcionar em outro; ou paga mais caro (o dobro); entre tantas outras maquinações que sempre vão de encontro ao interesse da população. Aliás, creio que não existe povo mais espoliado pelo próprio governo e empresas forâneas do que o povo brasileiro. Um absurdo o que eles Fizeram em nosso país com a absurda aquiescência e a indecente e incestuosa anuência de nosso governo tíbio, pusilânime e subserviente. Que Deus se apiede de nosso Brasil e de todos nós.
Aqui Começa o relato.
"Voltei a habitar o país com o visto de residência (anual) em virtude de ser casado com uma cidadã local. E não importa que os meus filhos tenham nascido aqui pois o governo não fornece, ainda (vou me informar se houve alguma modificação neste ano e meio em que estive ausente do país), o que conhecemos por 'visto permanente.

A cidade é cosmopolita não ficando nada a dever às outras grandes capitais do Mundo. Uma cidade com mais de 17 milhões de pessoas (considerando a população flutuante de + ou - 3 milhões de pessoas). Com imensos e bem cuidados parques dotados de lagos com pedalinhos e barquinhos para entretenimento dos visitantes. Suas amplas avenidas cortam a cidade em todas as direções. Um verdadeiro complexo de anéis viários com serpenteantes elevados que se enovelam indo em várias direções o que facilita sobremaneira o intenso tráfego na cidade. Ostenta prédios modernos, imensos, inteligentes e com tanto luxo que não temos no Brasil nada que chegue perto da ostentação que aqui vemos.

Os hotéis, em número assustador, são verdadeiros palácios. Os shoppings-centers (maiores do Mundo) são verdadeiros templos de consumo. Só para você ter uma idéia, Beijing tem mais de 200 lanchonetes MacDonalds, mais de 80 KFCs (Kentucky Fried Chicken), mais de 30 Starbuck Cafes (no Brasil não temos nenhum pois o baixo poder aquisitivo do brasileiro não permite a um número considerável de cidadãos se dar ao luxo de pagar 8 a 15 reais por um cafezinho (não é mesmo?).

Além da maioria das grifes internacionais. Suas ruas estão cheias de carros novos (a maioria deles fabricados na China. As montadoras do mundo estão aqui) e que se situam numa faixa de preço que supera os 80 mil reais por unidade. É comuníssimo vermos passando por nós Caiennes, BMWs, Mercedes, Cadillacs, Bentleys, Rav4s, CRVs, Buicks, Hondas Accord, Toyotas Camry, enfim, um contraste com a maioria de carros pequenos e médios brasileiros que abundam as ruas de SP. Respira-se no ar a riqueza e temos diante dos olhos uma passarela de exuberância e beleza que só o desenvolvimento pode mostrar.

Ainda mais surpreendente pois, em 1992, quando aqui cheguei e fiquei os primeiros 10 anos, o cenário era de pobreza, tristeza, sacos plásticos rolando pelas ruas sujas e escuras. Enfim tudo cinzento. Até mesmo nas roupas da maioria de seus cidadãos, não importando se homens, mulheres, velhos ou crianças. O cinzento era a cor dominante. As lojas mostravam uma sujeira que já não se vê mais. E como num passe de mágica (Investimento em educação, trabalho, esforço hercúleo e gerenciamento preciso, correto e profissional do governo) hoje vivemos num país onde o cenário monocromático e monótono de antes passou para o brilho incandescente de um fulgurante arco-íris multicolorido. À noite o espetáculo de luzes é féerico. De todas as cores e em tal intensidade que passa a ser desnecessário o ato de se ligar ou não as luzes do carro pois não se nota nenhuma diferença (enquanto isso, no Brasil, pagamos a energia mais cara do Mundo...)

Acho curioso como ainda muitos jornalistas (brasileiros e estrangeiros em geral) insistem em dizer que a China está cheia de mão-de-obra escrava e que os operários trabalham 12 horas por dia. Uma deslavada mentira pois onde moro atualmente (fora do perímetro urbano) encontram-se algumas fábricas e milhares de lojas e escritórios que cumprem o horário ocidental de trabalho (?). E nos supermercados e fábricas que funcionam mais de 8 horas ou 24 horas ininterruptas (como os hospitais) são adotados o conhecido 'turno de trabalho' onde cada turno não trabalha mais de 8 horas. E se trabalhar (como sempre ocorreu e ocorre no Brasil) por vontade própria e interesse do trabalhador ele percebe horas-extras (procedimento comum até nos nossos bancos).

Enfim, as lendas são muitas sobre este país. Mas meus mais de 12 anos vivendo aqui me autorizam a dizer o que vi e constatei com os meus próprios olhos e a minha modesta experiência.

Outra brutal distorção é a comparação (imbecil, devo dizer) que fazem os 'jornalistas' e 'economistas' ao se referirem aos baixos salários chineses.

Como? Se os 'altos' salários brasileiros são drenados pelo governo e pelas absurdas tarifas que todos pagam, além dos transportes, escolas, material escolar, hospitais, remédios, entre tantos outros itens? Enquanto isso, os chineses gastam menos de 1% do que ganham com transporte e remédios. E parece que essas pessoas se esqueceram de que não se compara bananas com tomates, mas, sim, bananas com bananas e tomates com tomates.

E além do mais não se pode tomar como base de comparação o salário pura e simplesmente como esses 'doutos' fazem no Brasil e Mundo a fora. Veja um bom exemplo: há poucos dias comprei aqui um filtro (computadorizado) para purificar o ar dentro de casa. No Brasil (em SP) esse mesmo filtro custava 4 mil reais (desisti de comprar). Paguei por ele o equivalente a 800 reais... pode? A bicicleta do meu filho custou o equivalente a 80 reais quando uma similar no Brasil não se compra por menos 700 reais. Pode? E por aí vai... roupas, medicamentos, brinquedos (estes, meu caro, encontram-se por volta de um quinto do que custariam no Brasil), entre tantos outros itens.

Por isso, a China cresce astronomicamente. Segredo? Têm governo. Têm gerenciamento. Disciplina. Pena de morte . Por aqui, não se vêem Marcolas e nem Fernandinhos Beira-mar sendo transportados e tratados como ' estrelas de cinema' ou 'autoridades' e nenhum marginal vive ocupando a mídia em notícias sensacionalistas. A prisão é a mesma e todos quebram pedra, fazem sapatos, cintos, plantam e cultivam em prisões agrícolas . E não tem rebelião em presídio e em Febens não.

Além disso, o governo adota a política de juros estáveis e baixos (6%) e tarifas que se situam na faixa média de 4%. Por isso, ninguém se sente motivado a sonegar. Sonegar para quê? Além de ridículo pelo que seria 'poupado' o sonegador enfrentaria a lei (que é severa como devem ser as Leis) e um regime judicial que... funciona. Sim! Que funciona... e funciona rápido. Julgamentos do cidadão-infrator por aqui costumam ser rápidos quando não sumários.

E assim o país cresce de forma ordeira e continuada. As pessoas andam nas ruas mostrando um semblante de paz com o ambiente, confiança no futuro e muitos estampam um sorriso no rosto. Grupos de jovens e adultos que andam rindo, conversando e se abraçando. Bares e restaurantes cheios. Quiosques com frutas de todos os tipos e vendidas por preços baixos em quase todas as esquinas. Enfim, estão orgulhosos com o seu país e com as suas vidas.

Enquanto isso, para minha tristeza como brasileiro, no ano e meio que passei em SP o que vi - em todas as ruas, tanto nos Jardins como no centro da cidade - foram pessoas com fisionomia séria e triste. Mulheres andando celeremente e com suas bolsas agarradas de encontro ao corpo. Para não falar na insegurança que ultrapassou todos os limites suportáveis (e, inexplicavelmente, parece que os brasileiros se acostumaram com isso...). O noticiário diário e da mídia em geral, mostram os tentáculos da violência em ação em todo o Brasil. Para não falar nos escândalos do governo e de todos e os autores continuam impunes e cada vez mais ricos. E anda falam (?) que a corrupção na China é enorme... (?!?). Dá para entender?

Enquanto isso, a China responde com sua moeda estável há mais de 10 anos; com suas reservas (exclusive ouro) de mais de 1 trilhão de dólares (só a reserva chinesa é quase o dobro do PIB brasileiro, pode?); crescimento acima de 10% ao ano; e a maior desova anual de cientistas, engenheiros e técnicos do Mundo. Enfim, os dados são tantos e imensos que eu teria que escrever muito mais (o que estou fazendo em meu livro que espero concluir dentro de 5 meses). E, finalizando, para os que contradizem dizendo: "mas a China tem 1 bilhão e 380 milhões de pessoas" eu treplico dizendo que há 20 anos a China ocupava, no cenário mundial, a 32a. posição e hoje, com seu vertiginoso crescimento e efetiva política governamental, ela, a China, ocupa a 3a. posição.

O segredo da China, além do investimento em educação e do bom gerenciamento do governo, está em sua extensa, ampla e dominante economia de escala. Enquanto isso, o Brasil que há 12 anos ocupava a 8a. posição mundial hoje está na 14a. posição. E continua caindo. Enquanto isso, o nosso 'governo' e os nossos 'economistas' ainda se vangloriam dizendo que a economia brasileira "está crescendo". Onde? Crescendo onde, estúpidos? (Plagiando o brilhante ex-presidente americano Bill Clinton).

Enfim, as estatísticas (principalmente no Brasil) servem conforme a vontade do expositor pois ele pinça o diminuto lapso que lhe interessa. O que temos mesmo é que fazer comparações com o resto do mundo e num espaço e tempo igual para todos. Mas, sabemos, o Brasil é o país das distorções. Em tudo. Infelizmente.

Bem, vou parar agora para atender aos meus filhos que estão ansiosos para sair. Só resta uma entidade divina salvar o nosso país pois nas mãos que estão tudo só piorará.
Um grande abraço,
Norton

Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Grandes Chatos da Humanidade

Membro de hoje: EDUARDO SUPLICY
Durante o cofee-break da cerimônia da confraria a cantina lotou. Filas foram formadas e o movimento foi muito grande. Todos os chatos queriam consumir os finos produtos da cantina do castelo. Um dos últimos da fila foi um senhor calvo e elegante que num francês impecável (afinal é um Matarazzo) pediu uma S. Pellegrino. Não foi surpresa encontrá-lo ali. Em português, perguntei se ele desejava a água mineral gelada ou não e ele, quando me identificou como brasileiro, se surpreendeu. Disse que era um absurdo um compatriota em terras tão distantes para ganhar a vida. A reunião da confraria recomeçou e o senhor, educado mais meio lento, continuava a puxar papo. Foi quando começou a falar no seu projeto de renda mínima é que meu saco quase explodiu. O cara não parava mais. Ninguém dá conversa para este projeto há anos e o cara ainda não se mancou. Talvez seja o motivo principal pelo qual estava no castelo. Por que Eduardo Suplicy, com seu projeto de renda mínima, é, desde muito tempo, um Grande Chato da Humanidade.

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Ainda sobre as milícias

“Milícias acusadas de seqüestrar dois jovens na Penha”
Continuo com o assunto por que as organizações Globo continuam a abordá-lo como comprova a manchete principal acima estampada no diário "Extra" na semana passada. O jornal é do rol de publicações dos Organizações Globo e é de se estranhar que outros assuntos não tenham merecido tanta divulgação. Sombr4, no post anterior sobre o assunto, comentou sobre uma determinada hipótese para justificar esta preocupação extremada. Sinceramente não sei se é exatamente isso. Uma coisa, porém, parece certa: algum interesse das organizações Globo está sendo contrariado com o advento das milícias. Tenho a intuição que é a venda de sinal de TV a cabo que é roubado e exibido aos moradores de favelas, inclusive com os canais a la carte, diante de módicas contribuições mensais. É o chamado NET “CAT”. Sempre foi explorado pelos traficantes mas com a milícias a coisa toma um quê de legalidade o que não é bom para um mercado onde existe apenas um pagante em cada três que assistem. Os outros dois furtam o sinal e assistem no beiço. O que é visível é a preocupação dos Jornais Globo com os milicianos. Estão quase afirmando que com o tráfico de drogas é melhor. Afinal nunca os traficantes seqüestraram e mataram ninguém como tenta comparar a manchete acima. Nem mesmo Tim Lopes. Outra manchete engraçada é a do Globo de terça passada chamando que os milicianos não entram onde a coisa não dá lucro. Afinal o lucro, este instrumento de perversidade com o qual a burguesia oprime a sociedade, é um pecado mortal num país repleto de socialistas nas redações de jornais e nos botequins. Talvez quisessem que os caras arriscassem o pescoço na base do 0800.
Até mesmo o governador eleito Serginho “já aumentou o IPVA” Cabral se manifestou. Como todo bom político, já se posicionou contrário a qualquer ação que não esteja dentro da legalidade. É o pior tipo de burocrata que existe. É aquele que sabe que não pode resolver, sabe que é incompetente mas combate as soluções por que não foi ele que as desenvolveu. Os jornais dizem que as milícias demoraram dois dias para ocupar uma determinada comunidade da zona norte coisa que o Estado não conseguiu em vinte anos. Além disso, Serginho tem que aprender que este negócio de legalidade anda meio fora de moda. O partido de Lula, seu amiguinho, já demonstrou isso faz é tempo.
O episódio da milícias comprova o poder da sociedade em encontrar soluções para os seus problemas sem a intermediação ou auxílio do poder público. Um belo exemplo a ser seguido. E parece óbvio que o chamado crime organizado no Rio de Janeiro ainda é muito interessante para muita gente. O porquê é que eu não sei.

Domingo, Dezembro 17, 2006

Bundões da Semana...

RENAN CALHEIROS E ALDO REBELO
Para começar peço desculpas aos meus leitores pelo atraso na divulgação do vencedor da semana que geralmente sai no sábado. O problema é que não houve consenso entre os integrantes do comitê organizador e a discussão entrou pela madrugada. Todas as votações davam empate que se seguiam por inflamados discursos a favor de um ou de outro. Como o regimento do concurso proíbe a eleição de dois postulantes, o empate só foi possível após uma liminar ao Supremo Tribunal Federal que consolidou o resultado democrático da votação. Por isso, pois pois, hoje temos um empate e são os leitores que optarão por um ou por outro. Claro que os dois se habilitaram por serem os autores da proposta com o reajuste absurdo de 91%. Os trunfos de cada um são bem respeitáveis. A favor de Renan, existe um extenso currículo: líder de Collor, Ministro da Justiça de FHC que só se preocupou em forçar os comerciantes a colocar etiquetas nos produtos e agora o que estamos vendo. Pró Aldo, pesa o fato de ser comunista. Mas não qualquer comuna. É um vermelho que gosta de grana, vide o reajuste que propôs. Uma aberração que só existe no Brasil. Como expliquei, nenhum dos dois lados queria ceder e o empate persistiu. Portanto, devido a uma medida judicial, o bundões da semana são Renan e Aldo, essa detestável dupla caipira que orgulha o país.
PS: Resultado parcial. Primeiro colocado: 26,26%. Segundo colocado: 25,90%. Terceiro Colocado: 24,10%. Um empate mais do que técnico entre os três primeiros colocados. Não deixem de votar.

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Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Acorda Brasil para escutar. O show do Antonio Carlos está no ar.

Alguém conhece este negão aí do lado? (ou, como prefere a esquerda idiota, grande afro descendente?). Para quem não sabe eu apresento. Trata-se do Antonio Carlos, radialista da Rádio Globo que há anos apresenta um programa diário das 6 às 9 da manhã. Ele é gente da melhor qualidade, invariavelmente alto astral e que sempre começa seu programa com a canção acima que gruda na cabeça que nem chiclete. Sempre ouço um trecho do programa por que todos os supermercados anunciam nele o que me dá uma idéia do que e onde comprar para o fim de semana. (antes que alguém sacaneie: pesquiso mesmo; gosto muito do pouco dinheiro que me sobra após o Estado me tomar tudo o que pode). Mas voltando ao comunicador, hoje ele estava um pouco diferente. Indignado com o aumento sem vergonha que os deputados nos enfiaram por goela abaixo, ele claramente disse as palavras mágicas que eu estava aguardando há muito tempo.
-Vamos às ruas!!!
Talvez tenha sido no calor da raiva mas foi a primeira vez que eu vejo alguém da grande mídia propor algo assim. E para os depu-ratos não deve ser nada bom esta convocação num programa com um viés comprovadamente popular. Hoje não se falou noutra coisa. Todo mundo estupefato com o desrespeito a que fomos submetidos. A coisa realmente saiu do ambiente político. Ouço na CBN que um grupo deputados, entendendo a voz das ruas, já estuda uma ação que dará entrada do Supremo solicitando que a votação vá para plenário de modo nominal. Portando, ratazanas, podem ser que vocês levem mas não será tão fácil. A rapadura é doce, mas é dura e eu não vou me surpreender se souber que algum deputado apanhou por aí. Quanto à convocação do Antonio Carlos, é claro que eu vou. É só marcar data e hora. Quando eu souber, eu aviso vocês.

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Ratos

Sinceramente eu pensei que as ratazanas não teriam tamanha ousadia. Uma Câmara acusada de tantas desonestidades, de tantas picaretagens que chegou a nos dar saudades da ditadura se auto proporciona um aumento salarial de quase 100%. Alguém é capaz de lembrar algo que aumentou este percentual nos últimos quatro anos? Que eu lembre só a corrupção no legislativo. Mas por que os parlamentares fizeram isso? Será que ganham tão mal assim? Nada disso.
Fizeram por que é absolutamente infinita a falta de vergonha na cara destes “representantes do povo”.
Fizeram por que não ligam para a má fama
Fizeram por que ignoram o desgaste.
Fizeram por que desprezam a opinião pública.
Fizeram por que contam com o esquecimento da imprensa.
Fizeram por que sabem da passividade de um povo que nunca foi tão pacato. Fizeram por que reconhecem que não serão xingados nos aeroportos.
Fizeram por que têm a certeza que suas famílias não sofrerão constrangimentos nas ruas.
Fizeram por que continuarão a fazer das suas no congresso. E agora mais bem pagos.
Fizeram por que sabem que a população revoltada não vai invadir o Congresso batendo em quem aparecer pela frente.
Fizeram por que estão naquela ilha da fantasia chamada Brasília sem ter contato direto com a população indignada.
Fizeram por que não têm medo, logo não têm vergonha.
Fizeram por que sabem que não vão entrar na porrada de um cidadão indignado.
O pior foi saber que os únicos que votaram contra a proposta são da dita esquerda. Por isso tem tanta gente parando de escrever. Como já disse, é tanta desilusão, tanta raiva que é mais do que justificável. Eu admiro demais quem consegue sonegar imposto. Dar dinheiro para o estado é a certeza total, completa e absoluta de dinheiro mal gasto. Como estamos vendo mais uma vez. Certa vez alguém me criticou por ter escrito isso. Não retiro sequer uma letra. Por que o cenário atual destepaiz cada vez causa mais nojo.
Ps: Não revisei o texto. Escrevi o que me veio à cabeça. Ou quase.

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Adios

Não tem jeito. Augusto Pinochet foi para o inferno e foi de Gol. Ir para as trevas usufruindo o serviço de bordo da companhia Low-miserê-cost é simplesmente a maximização do inferno. Mas agora que a poeira baixou, dá para analisar a postura festiva da esquerda (mais festiva do que nunca) perante o passamento do tirano desta para pior. A coisa foi comemorada na base do “já vai tarde”. Até Serra, que nunca me enganou, meteu o bedelho como ex-presidente da UNE e exilado no Chile. Mas não dá para não concordar. Pinochet realmente foi um inescrupuloso sanguinário que nem o claro progresso de sua nação em vários pontos é capaz de justificar. Mas uma característica o ditador chileno teve. Ali não se criou nenhum populista com aura de socialista com aquela conversa fiada comunistóide. Não apareceu nenhum Lula, Morales, Chaves dentre outros do mesmo naipe. O rodo ali foi passado com competência. Lógico que o preço foi bastante alto por que custou a vida de milhares de compatriotas e, como cantam os Titãs, nenhuma idéia (ou ideologia) vale uma vida Mas isso tem que constar nos autos até mesmo, talvez, para explicar por que o Chile é diferente da América Latina. A esquerda costuma ignorar assassinatos de Fidel justificando-os em nome da causa. São os mesmo que festejaram a morte do também assassino Pinochet. A eles parece que o problema não consiste em matar pessoas e sim em nome do quê. É uma maneira cômoda de ser um assassino ou pelo menos ser conivente. Aprova-se a matança, culpa-se a causa. Uma beleza. Para nós da direita a coisa é meio diferente. Um facínora é um facínora esteja no lado da rua onde estiver. Felizmente, somos mais inteligentes.

Domingo, Dezembro 10, 2006

A luz no fim do túnel

Eu não tenho tido muita vontade de escrever ultimamente. No fundo, a gente acaba achando que apenas está dando murro em ponta de faca. Mas uma matéria do Globo de domingo me deu um certo ânimo. Ela aborda as milícias (foto) que pouco a pouco vão substituindo os traficantes nas favelas do Rio, cobrando dos moradores uma taxa para proporcionar segurança. Os Milicianos (formados por policiais, bombeiros, seguranças privados) administram esse processo que é bom para todas as partes inclusive quem nada tem a ver como isso, ou seja, todo o restante da população. Eu não consigo abordar esse assunto sem um sorriso nos lábios. E nem só pelas conseqüências positivas na redução da criminalidade que esse processo contém. O que está acontecendo é simplesmente a privatização da segurança pública comprovando a falência do estado brasileiro em cumprir suas funções mais básicas. Aliás, os planos privados de saúde e as escolas particulares já comprovaram isso faz tempo. Portanto, senhores moradores de favelas, sejam bem vindos ao mundo real do estado ineficiente. Isso, claro, para desespero da esquerda vagabunda (com sua licença, Camarada Arcanjo) que adora tratar as favelas não como semeadouro de bandidos e sim como conseqüências do capitalismo selvagem, do racismo, da desigualdade ou da puta que os pariu. Qual será a retórica desta raça imbecil agora? Vão ter que procurar outro discurso para se dar bem ali. Não vai dar para continuar latindo que os verdadeiros criminosos moram em apartamentos de luxo na praia e que os bandidos, coitadinhos, são apenas vítimas.
Algumas falácias estão indo para o brejo com o advento das milícias. O primeiro é o suposto poder logístico e organizacional que os chamados narcotraficantes possuiriam. As chamadas facções criminosas (Comando Vermelho, Terceiro comando), que se complementariam e auxiliariam, por enquanto estão vendo a banda passar com o rabo entre as pernas o que prova que são apenas um bando de moleques ignorantes que se amedrontam quando de um adversário mais forte. As milícias chegam, expulsam ou matam os que se opõem and the life goes on. Simples, assim. Outro mito que está indo para o espaço é a lenda que a comunidade apóia os “meninos” do movimento (sim, para quem não sabe é assim que eles se referem aos bandidos). Não há a menor diferença entre pobres e ricos no desejo de ter paz. E é paz o que está acontecendo. Ninguém quer um exemplo ruim para os filhos e a comunidade apóia a erradicação do tráfico. Mesmo os Presidentes de Associações de moradores, sempre acusados de compactuarem com o crime em troca de dinheiro, estão satisfeitos. Nesse processo, óbvio, também cai algum capilé no bolso deles e desta vez com um viés de honestidade e legalidade. É muito melhor.
Claro que esse não é um mundo ideal e inclusive manifestei isso num post do Nemerson que abordou este assunto há quase um ano. Existem claros efeitos colaterais. É um novo estado paralelo que se forma. Mas infelizmente só estamos em condições de escolher o mal menor. O mundo ideal eu deixo para os sonhos da esquerda calhorda e hipócrita. Mas alguém pode perguntar:
-Por que será que os Milicianos se interessam por essa atividade dentro de favelas?
A resposta é simples. Mercado e Lucro. Os integrantes ganham mais nessa atividade do que em outras. Um belo de um mercado de trabalho. Por que aqui, como em qualquer lugar no mundo, não tem jeito. Só o lucro salva.
PS: Não deixe de votar. Está cada vez melhor!!!

Sábado, Dezembro 09, 2006

Bundona da Semana...

ELLEN GRACIE
Quando soube que a Presidente do Supremo Tribunal Federal, autoridade máxima do Poder Judiciário, havia sido assaltada na Transfavela Vermelha eu vi um ponto positivo no lamentável fato. O roubo atingiu um personagem de peso (mais de peso do que nunca) que foi vítima de algo a que todos nós cariocas estamos acostumados. Enquanto os crimes atingem turistas e cidadãos comuns, a coisa vai sendo empurrada com a barriga. E como as autoridades somente se coçam quando este tipo de coisa atinge alguém importante, pensei que algum fundo de poço pudesse estar sendo alcançado. Nada disso. A declaração da Presidente minimizando o fato, dizendo que “isso pode acontecer em qualquer lugar do mundo” deu um viés de normalidade ao ocorrido que está longe de ser verdadeiro. E só nós cariocas sabemos como. Foi uma declaração frouxa, fraca e política de uma personagem que não tem (ou não deveria ter) amarras políticas que a impedissem de enfatizar uma opinião veemente protestando contra a verdadeira guerra que o Rio vivencia. E que ela sofreu na pele. Demonstrou uma alienação que certamente não tem. Mas admito que a nobre presidente não tenha idéia do que escapou. Na maneira como se deu o assalto, houve uma grande sorte de todos saírem sãos e salvos. Se os seguranças tivessem reagido (reação natural) uma tragédia poderia ter acontecido. Resumindo a ópera, mais um fato que desabona o Rio de Janeiro. E com inteira justiça. A condecoração do Blog, portanto, vai para nobre Ministra do STF, Ellen Gracie. O blog lamenta pelo ocorrido. Com ela e com todos os outros que sofrem nas Transfavelas da cidade.
PS: Você já votou no BUNDÃO 2006? Até agora, 205 votos computados. A diferença do primeiro para o segundo colocado é de apenas 4 votos e deste para o terceiro de 7 votos. O Bundão do ano está bem apertado. Não deixe de votar.

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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Mente criativa

Guido Mantega tem cara de burro, jeito de burro, aura de burro mas será que é burro? Gerencialmente, eu preferia Palocci. Eu sei é que Lula o mandou ser criativo e criatividade para um bom esquerdóide significa sempre alguém ter que pagar alguma coisa para alguém. Sua idéia de subsidiar em até 2/3 a prestação da casa própria, claro, vai usar recursos do FGTS, ou seja, nosso dinheiro. Mas esta moleza é só para quem tem renda familiar mensal até cinco salários mínimos. Quem ganha mais que isso, verdadeiro burguês, tem mais é que morar de aluguel mesmo. Fico pensando num pai de família que com muito sacrifício comprou sua casa lutando a cada mês para pagar a prestação. Deve se sentir um palhaço diante desta filantropia. Logicamente o futuro disso já se sabe. Um rombo no Fundo de Garantia e vários laranjas sendo arregimentados pelos “burgueses” do grande capital para adquirirem imóveis que, com um bom contrato de gaveta, ficariam atrelados aos verdadeiros pagantes. Mais do que nunca, a sonegação de imposto nestepaiz é antes de tudo uma questão de oportunidade. Por que, para quem realmente paga imposto, o Estado Brasileiro não proporciona nada. Só raiva.
OBS: Não deixem de votar. Está apertadíssimo. E surpreendente.

Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Bundão do ano - Os Indicados.

A partir de hoje, lá em baixo no final do post, está aberta a eleição para escolher o “Bundão do Ano”, a láurea máxima da blogosfera brasileira, que condecorará o personagem mais Bundão do ano de 2006. Como sou um democrata são meus leitores que escolherão o vencedor. Tenho a certeza que todos vocês cumprirão o dever cívico. Lembro que o nosso presidente não concorre já que é hors concours. O Comitê Organizador teve muito trabalho para escolher cinco finalistas. Sim, o clima é de Oscar. Segue agora um pequeno currículo dos indicados.

Aécio Neves
A Nobre oposição Brasileira não poderia ficar sem representante na finalíssima. Foi escolhido para comenda Semanal duas vezes. Na primeira por fazer corpo mole na campanha presidencial e outra por vestir esta camisa ridícula do Blog do Noblat. Merecia outra por se meter em colunas sociais onde são descritas suas conquistas amorosas. Nem parece que seu partido perdeu a eleição, pois que está cada vez mais piscando o olho para Lula. Em resumo, um traíra.

Antony Garotinho
Só não foi Bundão da Semana por que na época da sua greve de fome imbecil o concurso ainda não existia. Mas nunca é tarde para condecorar um das coisas mais deploráveis que a política fluminense já produziu. São inúmeros os seus atributos. O escândalo Silveirinha, ONGoduto, as dez mil obras propagandeadas mas desmascaradas pela imprensa e a já citada greve de fome, um dos momentos mais engraçados e ridículos da história política destepaiz. Isso sem falar no seu populismo barato temperado com políticas de tudo a um real e na catastrófica segurança pública, E tem mais, muuuuito mais. Leva desvantagem na eleição por que só o conhece bem quem é do Rio de Janeiro.

Celso Amorim
Ministro de Lula, foi o primeiro condecorado e inspirador da comenda. Sua política terceiro mundista de cortejar o Haiti e a África só nos traz mais pobreza e carência. Ter parente pobre é uma sina. Cortejá-los é burrice. Mas de repente eu estou errado e a África é mais importante do que os Estados Unidos, vai saber. Além do mais quando foi eleito Bundão da Semana o Brasil tinha uma refinaria na Bolívia. Hoje não tem mais. É o Representante da política externa brasileira.

José Sarney
Como Garotinho, não recebeu a láurea semanal. Mas atropelou por fora e seu currículo mais do que justifica sua ida direta para os Playoffs. Mesmo por que é o político que mais recebeu textos meus homenageando-o. Sempre foi um dos incentivadores para que o PMDB fosse para o colo de Lula. Lógico, tudo em nome de um projeto de governabilidade como, por exemplo, tentar encaixar Róseana num ministério. Também é inesquecível sua atitude de censurar uma colega da Blogosfera como se ainda estivesse na ditadura e fosse presidente da Arena. Na minha opinião, é um candidato absolutamente inqualificável.

Waldir Pires
Até me faltam as palavras para descrever este senhor. É outro bi-bundão. Primeiro por sua postura ridícula no caso Varig (“As coisas nascem e as coisas morrem”) e também por se tornar o Comandante do Apagão aéreo atazanando a vida de milhares de compatriotas. Em ambos os casos mostrou o quanto pode ser incompetente um burocrata que não entende nada do assunto e só está no cargo por conchavos políticos. Tentaram barrar sua entrada na finalíssima como o argumento de senilidade, mas não colou. Se bem que dá mesmo para desconfiar de um sujeito que dá risada enquanto o circo pega fogo. Fortíssimo candidato.

Não existe a opção “Todos os acima”. A eleição vai até 31/12 e cada um tem direito a um voto. Não se esqueçam de justificar o voto nos comentários. É a boca de urna. E também não esqueçam de espalhar por aí na blogosfera. Quanto mais gente votar mais credibilidade terá o resultado. Parabéns aos todos os finalistas. E que vença o melhor.


Na sua opnião, quem é o bundão do ano?

Aécio Neves

Antony Garotinho

Celso Amorim

José Sarney

Waldir Pires












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Domingo, Dezembro 03, 2006

Bons e novos tempos

Hoje o Brasil foi bi-campeão Mundial de Vôlei Masculino e, claro, isso é ótimo. Num momento em que temos a total supremacia entre os homens e um time respeitável entre as mulheres, claro que um sentimento de satisfação nos toma.
Mas nem sempre foi assim.
Passei toda a minha adolescência apanhando de Cuba nas partidas de Vôlei. Acho que “apanhando” seria um eufemismo, principalmente nos confrontos femininos. Na verdade éramos humilhados pelos jogadores da Ilha de Fidel que pareciam não jogar uma partida esportiva e sim disputar uma guerra ideológica. Ao contrário da população do país, eles, os atletas, tinham acesso à alimentação privilegiada e métodos especiais de treinamento. Antes de tudo, as equipes de Cuba serviam como propaganda do Regime Comunista reinante na Ilha. E para isso não costumavam ter lá muita educação. Liderados pelos detestáveis Joel Despagne e Mirea Luis (que por sinal jogavam demais) não bastava às equipes cubanas apenas vencer mas também provocavar e tripudiar dos adversários como se disputassem supremacias políticas. E para manter esta hegemonia, sempre ignoravem as polpudas propostas do exterior em nome da revolução. Com o profissionalismo crescente, as equipes mundiais atingiram um ponto de treinamento e performance que os cubanos não puderam acompanhar. Hoje as equipes cubanas apenas fazem figuração nos campeonatos mundiais de Vôlei.
Até isso mudou no mundo. Felizmente.

Sábado, Dezembro 02, 2006

Bundão da Semana...

EMIR SADER
Hoje o Blog está em festa. O premiado da semana é uma pessoa do mais alto respeito, um intelequitual de gabarito. Há muito que sua “obra” vinha sendo analisada como bons olhos pelo comitê organizador. Mas infelizmente o nobre profeçor não poderá comparecer à cerimônia de premiação. Ganha um Livro Vermelho do Camarada Mao (que por sinal era mau) quem adivinhar o motivo. É que ele foi para Cuba representar o PT no aniversário de 80 anos do camarada Fidel “ditador sanguinário de esquerda” Castro. Que nobre é o amor à causa! Mas analisemos no seu passado recente as justificativas para a premiação. Condenado por ter chamado Jorge Bornhausen de racista, foi agraciado por um ridículo abaixo assinado em repúdio à condenação que foi orquestrado por seus coléguas intelequituais. Um claro caso de desrespeito á sentença que, inclusive, o expulsa da UERJ (onde dizem que trabalha) para sorte dos alunos que, possivelmente, se livrarão dele. Mas em se tratando de UERJ... Também há a suspeita de superfaturamento (não estou dizendo que estepaíz é o único onde esquerdista gosta de grana) arquitetado por ele e por sua, digamos, namorada, para impressão de um livro(?) que, sendo co-escrito por Sader, de graça seria caro. Propina, superfaturamento, jabá. Lindas palavras que soam como música aos ouvidos dos membros organizadores do “Bundão da Semana”. E last but not least, a minha opinião: o laureado da semana, além de semi-analfabeto, é burro para cacete o que, aliás, é quase que redundante num intelequitual de esquerda. São tantos e consideráveis motivos que impressionaram demais o comitê de modo que este se sente muito honrado em oferecer a comenda a tão nobre pençador uerjiano. Parabéns, Profeçor Euminto Çader*
*Coppyright Resistência

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