
PAULO DUQUE (Quem?)
A única coisa realmente anárquica da qual já participei é escrever Blog. Realmente é um barato. Nenhum compromisso a não ser com sua própria cabeça. Sem patrões, sem chefes, sem datas. Se está a fim, escreve; se não está, não escreve. Uma beleza. Foi aí que acordei hoje com vontade de escrever sobre o infeliz aí da foto. Para isso, nada melhor do que ressuscitar o Bundão da Semana. Não sabe quem é? Normal. Nem eu que sou conterrâneo do cara o conhecia. O motivo? Ele não é do meu tempo.
Trata-se do “senador” Paulo Duque, um chaguista (pré)histórico, espólio de Cabralzinho, que se tornou, vá lá, governador do Rio e deixou este abençoado no Senado. Por que as aspas no senador? É que este senhor era terceiro suplente e, graças a esta esdrúxula legislação eleitoral, caiu de pára-quedas em Brasília. Deveria ter vergonha de se autoproclamar senador. Isso se “vergonha” constasse no dicionário do político do PMDB.
Reconheçamos, raros leitores: tem cabra que dá sorte na vida. É assim em todas as áreas. Realmente, não é culpa deste careca ter se tornado um Senador sem votos. As regras são estas, fazer o quê? Mas já que foi assim, poderia desempenhar seu papel no Senado com moral e altivez. Os holofotes são de graça e poderia se afirmar como homem público sério, almejando inclusive vôos mais altos. Nada disso. Preferiu se juntar com Renan, Sarney, Jucá dentre outros Peemedebistas históricos com grandes serviços prestados ao país. Com indecorosa empáfia bate na tecla do “estou me lixando para opinião pública” e ratifica que hoje determinado grupo se utiliza das manobras mais desonestas para dar as cartas no país sem dar satisfações à sociedade. Verdadeiros crápulas que só agem assim porque sabem da passividade do povo brasileiro, incapaz de uma manifestação de força. Uma queda da Bastilha em Brasília seria um fato delicioso. Toda a sociedade torce para isso. Mas só se for depois da novela.
Justiça seja feita. O careca só se posiciona assim pela pronta vontade do seu chefe. Se Cabralzinho quisesse, poderia acabar com a indecência mandando o primeiro suplente, Régis Fichtner, seu chefe da Casa Civil, para o Senado. Mas desde de que virou unha e carne com Lula, Cabral faz o

que o sapo deseja. E no governo do PT é assim: quanto mais delinqüência melhor. E o PMDB está aí mesmo para ajudar esta governabilidade.
Portanto, a comenda vai para o nobre “Senador” Paulo Duque. Nada mais justo. Afinal, a cabeça dele parece muito com uma bunda.